Aproximação entre Brasil e China fortalece o sistema brasileiro de pagamentos e amplia discussões sobre alternativas à hegemonia do dólar no comércio internacional.
O Pix, criado pelo Banco Central e consolidado durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganhou um novo capítulo no cenário internacional. Empresas chinesas que atuam no Brasil já adotam o sistema, enquanto os dois países avançam em conversas para ampliar a cooperação financeira.
O movimento ocorre em meio ao fortalecimento das relações entre Brasília e Pequim e ao esforço dos países do BRICS para ampliar o uso de moedas locais nas transações comerciais. Na prática, a iniciativa pode reduzir custos e diminuir a dependência do dólar em parte das operações entre as economias emergentes.
Enquanto a China abre espaço para a integração com o Pix, os Estados Unidos acompanham o avanço do modelo brasileiro com ressalvas. O sistema, que se tornou um dos maiores casos de sucesso em pagamentos instantâneos no mundo, passou a fazer parte de uma discussão que vai além da tecnologia: a disputa por influência na economia global.
O que começou como uma solução simples para facilitar a vida dos brasileiros agora projeta o Brasil para o centro de um debate internacional sobre soberania financeira e novas formas de movimentar recursos em um mundo cada vez mais multipolar.



