CALÇADÃO DE NOVA IGUAÇU RETOMA O MOVIMENTO, MAS PREJUÍZO DO APAGÃO AINDA PESA NO CAIXA DOS LOJISTAS
NOVA IGUAÇU – As vitrines voltaram a acender e o vai e vem de consumidores já ocupa novamente o Calçadão de Nova Iguaçu. A aparência é de normalidade, mas, para muitos comerciantes, a conta do apagão provocado pelo temporal ainda está longe de fechar.
Depois de horas sem energia, lojistas relatam prejuízos que vão desde equipamentos desligados até mercadorias perdidas e vendas que simplesmente deixaram de acontecer. Quem depende de sistemas eletrônicos para receber pagamentos também enfrentou dificuldades, enquanto muitos clientes desistiram das compras diante da falta de funcionamento de parte do comércio.
O movimento desta sexta-feira é visto como uma tentativa de recuperar o faturamento perdido. Em um dos maiores polos comerciais da Baixada Fluminense, cada hora de portas fechadas representa um impacto direto no caixa de centenas de pequenos e médios empresários.
Além das perdas financeiras, comerciantes afirmam que ainda convivem com a preocupação de novas oscilações no fornecimento de energia. Para quem vive do comércio, a estabilidade da rede elétrica é tão importante quanto a chegada dos consumidores.
O episódio reacende uma antiga discussão em Nova Iguaçu: a necessidade de investimentos na infraestrutura elétrica da região central da cidade. Com o crescimento de empreendimentos imobiliários e o aumento da atividade comercial, empresários defendem que a rede acompanhe a expansão do município para evitar que problemas semelhantes continuem se repetindo.
Enquanto o comércio tenta recuperar o ritmo, a expectativa é que os prejuízos sejam reduzidos nos próximos dias. Para muitos lojistas, no entanto, o faturamento perdido durante o apagão dificilmente será recuperado.
Magazine Rio seguirá acompanhando os reflexos do temporal no comércio, nos serviços e na rotina da população de Nova Iguaçu.



