APAGÃO NO RJ VIRA ALVO DE INVESTIGAÇÃO APÓS DIAS DE TRANSTORNOS
Deputada aciona órgãos de fiscalização para apurar atuação das concessionárias de energia e telefonia após o vendaval que deixou milhares de consumidores sem serviços essenciais.
A demora no restabelecimento dos serviços de energia elétrica e internet após o forte vendaval que atingiu o estado do Rio de Janeiro continua gerando repercussão e cobranças. Diante das reclamações de consumidores que ficaram horas — e, em alguns casos, dias — sem atendimento, a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL) acionou órgãos de fiscalização e controle para apurar a atuação das concessionárias.
Foram encaminhados ofícios à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Procon-RJ. A parlamentar também solicitou esclarecimentos diretamente à Light e às operadoras Oi, TIM, Claro e Vivo sobre as medidas adotadas após o temporal e o tempo necessário para a normalização dos serviços.
Entre os questionamentos estão os critérios utilizados para priorizar o restabelecimento da energia, o número de consumidores afetados, a quantidade de equipes mobilizadas para os reparos, os canais de ressarcimento disponibilizados à população e os investimentos realizados para minimizar os impactos de eventos climáticos extremos.
Outro ponto que deverá ser esclarecido é a justificativa apresentada pela Light sobre possíveis impedimentos judiciais para o enterramento da rede elétrica em determinadas áreas. A deputada pede informações sobre quais decisões limitariam a medida e de que forma isso influencia a capacidade de resposta da concessionária.
De acordo com o gabinete parlamentar, moradores da Baixada Fluminense, da Zona Norte, da Zona Oeste e de municípios da Região Metropolitana relataram interrupções prolongadas no fornecimento de energia. Em diversos casos, famílias permaneceram mais de 40 horas sem luz, enfrentando prejuízos financeiros, perda de alimentos e dificuldades para trabalhar ou acessar serviços básicos.
A interrupção da internet também entrou na pauta das cobranças. Consumidores relataram falhas prolongadas na conexão justamente em um período em que muitas pessoas dependem do serviço para trabalhar, estudar e acessar atendimentos essenciais.
Na Baixada Fluminense, a indignação foi ampliada pela sensação de abandono relatada por moradores que afirmam ter enfrentado demora no atendimento e dificuldade para obter informações sobre a previsão de retorno dos serviços. Agora, a expectativa é que os órgãos fiscalizadores analisem a atuação das concessionárias e apontem eventuais responsabilidades, além de cobrar medidas para reduzir os impactos de futuros temporais.



