BAIXADA GANHA ESPAÇO NOS GRANDES EVENTOS, MAS A REGIÃO QUER MAIS DO QUE SER CAMINHO DE PASSAGEM
A Baixada Fluminense está deixando cada vez mais evidente uma realidade que ninguém deveria ignorar: existe ali um gigantesco mercado consumidor, uma população numerosa e uma força econômica que ultrapassa os limites dos municípios.
A utilização de estruturas da região para atender moradores que participam de grandes eventos realizados no Rio de Janeiro é mais uma demonstração dessa importância.
Mas existe uma questão maior por trás dessa movimentação.
Por que uma região com tanta gente, tanto consumo e localização estratégica ainda precisa, em grande parte, olhar para a capital para encontrar grandes oportunidades de trabalho, entretenimento e negócios?
A Baixada movimenta dinheiro todos os dias. Seus moradores trabalham, estudam, compram, empreendem e consomem. O problema é que uma parcela significativa dessa riqueza continua escapando para fora da região.
É aí que começa o verdadeiro debate.
A Baixada precisa deixar de ser enxergada apenas como território dormitório ou corredor de passagem entre a Região Metropolitana e o interior. Precisa ser reconhecida como mercado, destino e centro de oportunidades.
Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita, Queimados, Japeri, Magé e os demais municípios da região possuem população, localização e demanda suficientes para receber investimentos maiores em comércio, indústria, cultura, turismo, serviços e entretenimento.
Quando um grande evento cria uma operação especial para buscar o público da Baixada, existe uma constatação econômica por trás da iniciativa: esse público tem peso.
E se tem peso para consumir, também deveria ter peso para atrair investimentos.
A pergunta, portanto, não é se a Baixada tem potencial.
Ela já provou que tem.
A pergunta é quando esse potencial será transformado em empregos, negócios, arrecadação e qualidade de vida dentro da própria região.
A Baixada não quer apenas transporte para levar sua população para os grandes eventos.
Quer também ser palco deles.
Fonte: órgãos municipais de transporte e informações de mobilidade urbana.
Por Jornalista Arinos Monge



