ELEIÇÃO 2026 ENTRA NA FASE DO DINHEIRO: QUEM TEM ESTRUTURA COMEÇA A APARECER
A eleição de 2026 começa a deixar para trás a fase dos discursos e entrar numa etapa muito mais concreta: a das contas. Enquanto candidatos percorrem ruas, participam de encontros e apresentam propostas, os números das campanhas começam a revelar outra face da disputa eleitoral.
É o dinheiro entrando em cena.
As prestações de contas registradas na Justiça Eleitoral passam a permitir que o eleitor enxergue o tamanho das estruturas montadas pelos candidatos e partidos. E estrutura, em uma eleição moderna, significa comunicação, material de campanha, deslocamentos, equipes, eventos e presença permanente nas ruas e nas redes sociais.
Na Baixada Fluminense, esse movimento merece atenção especial. A região concentra um enorme contingente eleitoral e costuma ser decisiva nas disputas para os cargos estaduais e nacionais. É justamente por isso que cada recurso investido, cada grande estrutura montada e cada grupo político mobilizado merece ser acompanhado de perto.
Dinheiro não compra voto. Mas compra visibilidade.
E essa diferença é importante.
Um candidato com milhões à disposição consegue aparecer mais, contratar mais profissionais, ocupar mais espaços e permanecer durante mais tempo diante dos olhos do eleitor. Já aquele que possui poucos recursos precisa enfrentar uma corrida muito mais difícil para ser conhecido.
Por isso, a prestação de contas não deveria ser tratada como mera burocracia eleitoral. Ela é uma espécie de raio-X da eleição.
Quem está financiando? Quanto está entrando? Quanto está sendo gasto? Quais candidaturas concentram os maiores recursos? E, principalmente, existe equilíbrio na disputa?
À medida que a campanha avançar, esses números deverão contar uma história paralela àquela apresentada nos palanques.
A eleição é decidida pelo voto, mas antes de chegar à urna existe uma verdadeira batalha pela atenção do eleitor.
E essa batalha custa dinheiro.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
Por Jornalista Arinos Monge



