QUEM ACHOU QUE IA PIZZAR SE ENGANOU: CASO DA FRAUDE DE COTAS EM NOVA IGUAÇU PODE RESSUSCITAR FANTASMAS DO PASSADO
A caneta do Desembargador Estrela põe fim ao vai e vem processual; nos bastidores, políticos ansiosos temem que o desfecho desta investigação grave abra caminho para punir fraudes antigas que se perderam no tempo.
Quem apostou que a investigação sobre a fraude na cota de gênero nas Eleições de 2024 em Nova Iguaçu seria apenas mais uma a mofar nas gavetas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) errou feio o palpite. O recurso do processo nº 0600591-53.2024.6.19.0156 finalmente parou de bater cabeça pelos gabinetes da corte após sucessivos erros de protocolo dos advogados. Agora, a ação está blindada e sob a relatoria definitiva do Desembargador Rafael Estrela Nóbrega.
O caso passa longe de ser uma brincadeira burocrática. Trata-se de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), instrumento jurídico severo que apura o uso ilegal de candidaturas femininas “laranjas”. Mas o buraco é bem mais embaixo: nos corredores políticos do município, o clima é de pura tensão. O comentário geral entre políticos ansiosos por uma resposta é que esse veredito urgente, que já passou do tempo e da hora, pode abrir a “caixa de Pandora” da região.
O maior medo dos envolvidos e de seus aliados é o efeito dominó. A firmeza com que o tribunal tratou a redistribuição indica que o julgamento vai acontecer. Com isso, processos antigos, daqueles que pareciam esquecidos pelo relógio da Justiça, podem começar a brotar do chão, azedando os planos de muitos candidatos e pré-candidatos para os próximos pleitos.
O veredito que o município espera
O “pingue-pongue” judicial acabou. A Secretaria Judiciária aplicou a regra da prevenção e unificou a denúncia nas mãos de quem já conhece o esquema de Nova Iguaçu de ponta a ponta: o Desembargador Rafael Estrela.
Se a fraude for confirmada pelo magistrado, o preço a pagar será alto. A lei prevê a cassação imediata dos mandatos dos vereadores eleitos beneficiados pela fraude, a anulação dos votos do partido e a inelegibilidade dos cabeças do esquema por longos 8 anos.
Acabaram-se as desculpas de prazo, as falhas de digitação dos advogados e as manobras para ganhar tempo. O processo está com o juiz certo, a investigação é de altíssimo impacto e a política local aguarda o desfecho com os nervos à flor da pele. Como dizem os próprios bastidores: quem viver, verá. O futuro da Câmara Municipal agora depende do Estrela.
Por Jornalista Arinos Monge




