O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro deu um novo contorno ao processo que analisa o registro de candidatura de Eduardo Paes ao governo do Estado. Em decisão do desembargador eleitoral Bruno Bodart, o tribunal rejeitou as 20 diligências solicitadas pelo deputado federal Carlos Jordy e manteve o processo dentro dos limites próprios de uma ação de registro de candidatura.
A decisão representa um importante resultado para Paes, que passa a enfrentar uma tramitação mais objetiva, baseada nos elementos já apresentados à Justiça Eleitoral.
Jordy havia solicitado uma série de providências para ampliar a produção de provas e buscar informações em diferentes órgãos públicos. O relator, porém, entendeu que os pedidos não demonstravam fatos específicos diretamente atribuídos a Paes e que aquele tipo de processo não poderia ser transformado em uma investigação ampla sobre terceiros.
Com isso, o tribunal preservou o foco da ação: analisar, dentro das regras eleitorais, as condições jurídicas para o registro da candidatura.
Paes ainda terá oportunidade de apresentar sua manifestação sobre documentos posteriormente juntados aos autos. Depois dessa etapa, o processo seguirá para a Procuradoria Regional Eleitoral, que deverá analisar o caso e apresentar seu parecer.
É um caminho normal dentro da Justiça Eleitoral e garante ao candidato o pleno exercício do direito de defesa.
Os questionamentos apresentados por Jordy e também por Anthony Garotinho fazem parte da disputa eleitoral e estão sendo tratados dentro dos instrumentos previstos pela legislação. O tribunal, por sua vez, estabelece os limites para que cada questão seja analisada no foro adequado e dentro do procedimento correspondente.
O resultado de hoje, portanto, não encerra o processo, mas deixa uma sinalização importante: a tentativa de ampliar a produção de provas não avançou.
Para Eduardo Paes, o cenário é mais favorável. A Justiça Eleitoral não acolheu a ampliação das diligências solicitadas pelo adversário e determinou que o caso prossiga dentro de uma tramitação mais concentrada e objetiva.
Paes segue, assim, com espaço para apresentar sua defesa e aguardar a manifestação do Ministério Público Eleitoral antes do julgamento definitivo.
A decisão também reforça um princípio básico da democracia: adversários têm o direito de questionar candidaturas, candidatos têm o direito de se defender e cabe à Justiça Eleitoral estabelecer os limites e decidir com base nos autos.
Neste momento, o processo segue seu curso regular.
E Eduardo Paes continua na disputa, agora diante de uma etapa judicial mais delimitada e com a oportunidade de apresentar seus argumentos antes da decisão final sobre o registro.
Fonte: Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro e informações sobre a decisão do desembargador eleitoral Bruno Bodart, publicada em 1º de setembro de 2026.
Por Jornalista Arinos Monge




