RIO SOPRA FORTE, MAS O VELHO PROBLEMA CONTINUA: QUANDO O VENTO CHEGA, A CIDADE MOSTRA SUAS FRAGILIDADES
O Rio de Janeiro começou esta terça-feira, 1º de setembro, com o tempo mostrando que não está para brincadeira. A chegada de uma frente fria provocou ventos fortes, queda de árvores e deixou as autoridades em alerta para a possibilidade de chuva acompanhada de raios. Em alguns pontos, as rajadas chegaram perto dos 70 km/h.
Mas, quando o vento aumenta, não é apenas a força da natureza que aparece. A cidade também revela suas fragilidades.
Árvore que cai sobre rua, calçada ou veículo deixa de ser apenas um episódio provocado pelo mau tempo. Passa a levantar perguntas sobre manutenção, poda preventiva e planejamento urbano. O mesmo acontece quando a chuva chega e encontra bueiros entupidos, canais sobrecarregados e ruas que rapidamente se transformam em pontos de alagamento.
Na Baixada Fluminense, a preocupação ganha outro tamanho. Municípios inteiros possuem bairros onde a população conhece de cor o roteiro das chuvas fortes: primeiro vem a água, depois o alagamento e, por último, a espera para saber quando a rua voltará ao normal.
Não se trata de cobrar das prefeituras o impossível. Trata-se de cobrar prevenção.
Fenômenos climáticos severos não são mais acontecimentos extraordinários. Eles fazem parte de uma realidade que exige planejamento permanente. E prevenção custa menos do que reconstrução, além de evitar prejuízos materiais e, principalmente, proteger vidas.
O vento passa. A chuva passa. O alerta termina.
O que não deveria passar é a necessidade de preparar as cidades para o próximo temporal.
Porque, no Rio, o problema muitas vezes não é descobrir quando a chuva vai chegar. É saber se a cidade estará pronta quando ela chegar.
Fonte: Centro de Operações Rio e Defesa Civil.
Por Jornalista Arinos Monge



