“Limpa” no Estado avança e atinge cúpula do DETRO-RJ
Governo Ricardo Couto acelera exonerações, troca comandos estratégicos e amplia reestruturação dentro da máquina pública estadual
A chamada “limpa” promovida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (13) e chegou em cheio ao comando do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro. O governador Ricardo Couto oficializou a exoneração do presidente do órgão, Raphael Salgado, além da saída do diretor técnico Danilo Bezerra.
As mudanças foram publicadas no Diário Oficial e reforçam o movimento de reestruturação administrativa iniciado pela nova gestão estadual. Nos bastidores do Palácio Guanabara, o clima é de reorganização total da máquina pública.
O DETRO-RJ já vinha sendo apontado como um dos órgãos mais atingidos pela nova política de cortes e substituições. Somente nos últimos dias, dezenas de exonerações atingiram setores internos do departamento, incluindo áreas de fiscalização, assistência e funções estratégicas.
A avaliação dentro do governo é que o momento exige “realinhamento técnico e administrativo”. Já nos corredores políticos, a leitura é mais direta: o governo abriu uma ampla redistribuição de espaços de poder dentro do estado.
O movimento não ficou restrito ao DETRO. A Casa Civil já contabiliza mais de uma centena de exonerações em diferentes áreas da administração estadual em poucos dias, numa ofensiva que vem sendo tratada como uma das maiores reformulações internas dos últimos meses.
Responsável pela fiscalização do transporte intermunicipal, o DETRO-RJ exerce papel central no funcionamento de ônibus, vans e linhas que atendem milhares de passageiros diariamente em regiões como a Baixada Fluminense, capital e interior fluminense.
Enquanto o governo fala em modernização e eficiência administrativa, críticos apontam preocupação com possíveis impactos operacionais e com o peso político das mudanças em áreas consideradas estratégicas.
Nos bastidores, a expectativa agora gira em torno dos próximos nomes que ocuparão os cargos vagos e quais outros órgãos ainda devem entrar na rota da “limpa” estadual.
Por: Jornalista Arinos Monge



