Eduardo Paes aponta abandono da RJ-155 como ameaça à economia, à segurança e ao desenvolvimento do Sul Fluminense
Pré-candidato ao governo do Estado denuncia precariedade de rodovia estratégica que movimenta turismo, indústria e agropecuária; estrada recebe cerca de 12 mil veículos por dia e concentra intenso fluxo de caminhões pesados entre Angra, Rio Claro e Barra Mansa
O pré-candidato ao governo do Estado, Eduardo Paes, voltou a mirar a situação da RJ-155, rodovia estadual considerada uma das principais ligações entre a Costa Verde e o Médio Paraíba fluminense. Com aproximadamente 90 quilômetros de extensão, a estrada conecta Angra dos Reis, Rio Claro e Barra Mansa, funcionando como corredor estratégico para circulação de trabalhadores, transporte de cargas, turismo e escoamento da produção agrícola da região.
Segundo estimativas de fluxo viário e logística regional, aproximadamente 12 mil veículos trafegam diariamente pela RJ-155, sendo cerca de 1.800 caminhões e veículos pesados, responsáveis pelo abastecimento comercial, transporte industrial e ligação entre polos econômicos do Sul Fluminense. A estrada também é considerada vital para moradores de Rio Claro, município que depende diretamente da rodovia para conexão com o restante do Estado do Rio de Janeiro.

“Não dá pra aceitar uma estrada nesse estado. A população sofre diariamente com buracos, risco de acidente e caminhão pesado dividindo espaço numa pista deteriorada. Isso virou um gargalo econômico e social para toda a região”, afirmou Paes.
A RJ-155 possui importância estratégica para diferentes setores econômicos. Pelo trecho circulam cargas ligadas ao polo metalúrgico de Volta Redonda, atividades comerciais de Barra Mansa, produção rural do interior e o fluxo turístico de Angra dos Reis e da Costa Verde. Especialistas em logística apontam que as más condições da estrada elevam custos de transporte, aumentam o tempo de deslocamento e ampliam riscos operacionais para caminhoneiros, ônibus intermunicipais e motoristas particulares.
Além do desgaste do pavimento, motoristas relatam problemas frequentes em trechos de serra, falta de sinalização adequada, baixa iluminação e pontos críticos de afundamento da pista. Durante períodos de chuva, moradores reclamam do aumento no risco de acidentes e interrupções no tráfego.
Dados socioeconômicos da região mostram que os municípios impactados pela RJ-155 concentram forte presença industrial, comércio regional ativo e crescimento da demanda logística nos últimos anos. O eixo econômico entre Costa Verde e Médio Paraíba movimenta bilhões de reais anualmente em atividades ligadas à indústria, turismo, serviços e agropecuária.
Para Eduardo Paes, a recuperação da RJ-155 deve ser tratada como prioridade estadual e não apenas como manutenção emergencial.
“Quando uma estrada dessa importância é abandonada, não é só o asfalto que quebra. Quebra o desenvolvimento, trava ambulância, trava turismo, trava caminhão e trava emprego. O Sul Fluminense precisa voltar a ter infraestrutura compatível com a força econômica que possui”, concluiu.
Fonte: Redes sociais/Facebook.
Por Jornalista Arinos Monge



