Doença transmitida por carrapatos já registra 14 casos confirmados em 2026; período de maior incidência exige atenção redobrada
A febre maculosa voltou a colocar a saúde pública do Estado do Rio de Janeiro em alerta. Dados consolidados até 9 de agosto apontam 14 casos confirmados e quatro mortes pela doença em 2026. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde e repercutida nesta quarta-feira (12). (Natividade FM)
O número chama atenção porque o Estado está entrando justamente em um período de maior incidência da doença. A febre maculosa é provocada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados.
Embora os casos deste ano estejam concentrados principalmente nas regiões Norte e Noroeste Fluminense, o avanço da doença coloca a Baixada Fluminense no radar da prevenção, principalmente por possuir extensas áreas verdes, regiões de mata, parques, rios, áreas rurais e zonas de transição entre o ambiente urbano e o rural.
BAIXADA PRECISA FICAR ATENTA
Nova Iguaçu, Japeri, Queimados, Mesquita, Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé e outros municípios da região possuem áreas de vegetação e ambientes onde existe circulação de animais.
Isso, entretanto, não significa que exista um surto de febre maculosa na Baixada.
Até o momento, os quatro óbitos registrados em 2026 foram associados a municípios do Norte e Noroeste Fluminense: dois em Itaperuna, um em Campos dos Goytacazes e o caso mais recente em São Fidélis. (Mancheterio)
O alerta para a Baixada é, portanto, preventivo.
A pergunta que precisa ser feita agora é se as secretarias municipais de Saúde estão reforçando a vigilância e orientando as equipes para identificar rapidamente possíveis casos suspeitos.
DOENÇA PODE SER GRAVE
Um dos principais problemas da febre maculosa é que os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças.
Febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, mal-estar, náuseas e vômitos podem aparecer nos primeiros dias. Com a evolução do quadro, podem surgir manchas avermelhadas na pele e outras complicações.
O diagnóstico rápido e o início do tratamento são fundamentais.
Por isso, quem apresentar sintomas depois de frequentar áreas de mata ou ter tido contato com carrapatos deve informar essa exposição ao profissional de saúde.
QUATRO MORTES EM 2026
Os números divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde mostram que o problema continua exigindo atenção.
Até 9 de agosto, foram confirmados 14 casos e quatro mortes no Estado em 2026. A taxa de letalidade chega a aproximadamente 28% entre os casos confirmados. (Mancheterio)
O cenário atual, porém, representa redução em relação aos dois anos anteriores. Em 2024 foram registrados 46 casos e 19 mortes. Em 2025, foram 33 casos e 14 mortes. (Mancheterio)
A redução dos números não significa que o risco desapareceu.
CARRAPATO É O PRINCIPAL ALERTA
A transmissão ocorre quando uma pessoa é picada por um carrapato infectado.
As capivaras podem participar do ciclo ecológico da doença, mas é importante esclarecer: a pessoa não pega febre maculosa simplesmente por estar perto de uma capivara. O risco está relacionado principalmente à exposição a carrapatos infectados.
Quem frequenta áreas de mata, trilhas, propriedades rurais ou locais com animais deve redobrar os cuidados.
Roupas compridas, calçados fechados e inspeção do corpo após permanecer em áreas de risco são algumas das medidas de prevenção.
E A BAIXADA FLUMINENSE?
É justamente aqui que começa a cobrança.
Com quatro pessoas mortas no Estado neste ano, a pergunta para as prefeituras da Baixada é direta:
Como está a vigilância contra a febre maculosa nos municípios?
Há monitoramento de áreas com presença de carrapatos?
Existem casos suspeitos em investigação?
As equipes das unidades de saúde estão preparadas para reconhecer os sintomas?
As secretarias municipais estão recebendo orientação da Secretaria Estadual de Saúde?
Não há motivo para criar pânico.
Mas há motivo, sim, para prevenção, informação e vigilância.
A Baixada é uma região densamente povoada, mas também possui importantes áreas de Mata Atlântica e zonas de contato entre população, animais e ambiente natural. Por isso, o alerta precisa chegar antes de qualquer eventual problema.
Quatro mortes no Estado são suficientes para colocar a febre maculosa no radar. Agora é hora de saber como a Baixada está se preparando.
FONTE: Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, dados consolidados até 9 de agosto de 2026; informações repercutidas em 11 e 12 de agosto de 2026 por veículos de imprensa. (Mancheterio)




