CEAM vira porto seguro para mulheres em Nova Iguaçu e amplia rede de acolhimento sob gestão de Dra. Roberta Teixeira
Secretaria da Mulher celebra primeiro ano com mais de 40 mil atendimentos, expansão do acolhimento feminino e novos espaços dedicados à proteção e fortalecimento das mulheres iguaçuanas
Em meio aos números alarmantes de violência contra a mulher no estado do Rio, Nova Iguaçu começa a consolidar uma estrutura que vai além do discurso institucional. O CEAM — Centro Especializado de Atendimento à Mulher — instalado logo na entrada da Secretaria Municipal da Mulher, vem funcionando como uma verdadeira rede de proteção, acolhimento e reconstrução da dignidade feminina no município.
Sob coordenação da vice-prefeita Dra. Roberta Teixeira, o espaço ganhou um perfil mais humano e direto: ali, a mulher não encontra apenas atendimento burocrático. Ela encontra escuta, proteção, orientação e acompanhamento completo desde o primeiro momento da denúncia até os desdobramentos legais e sociais do caso.
O trabalho funciona praticamente como uma força-tarefa silenciosa de apoio às vítimas. Mulheres que chegam fragilizadas após agressões físicas, psicológicas ou ameaças recebem atendimento social especializado, apoio psicológico e auxílio técnico para medidas protetivas. Em muitos casos, a equipe acompanha pessoalmente a vítima até a DEAM — Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher — além do HGNI e do exame de corpo de delito.
“Não é apenas um serviço social. O CEAM existe para ajudar verdadeiramente essas mulheres”, destacou Dra. Roberta Teixeira, ao reforçar que todo o atendimento acontece sob absoluto sigilo.
Outro detalhe que chama atenção é a estrutura montada exclusivamente para o acolhimento feminino: somente mulheres trabalham no CEAM. A proposta é criar um ambiente de confiança para vítimas que muitas vezes chegam emocionalmente abaladas, com medo, vergonha ou receio de denunciar.
Na prática, o espaço acabou se transformando em um ponto de proteção imediata. Algumas mulheres procuram o local até mesmo para passar o dia em segurança, longe do agressor, enquanto recebem suporte psicológico e orientação jurídica.
Mas o trabalho da Secretaria da Mulher vai além da violência doméstica. O local também oferece atividades sociais, capacitação, rodas de conversa, orientação profissional e ações voltadas à autonomia feminina. A ideia da gestão é justamente atacar o problema em várias frentes: proteção, independência financeira e fortalecimento emocional.
A Secretaria da Mulher de Nova Iguaçu completou recentemente seu primeiro ano de atuação acumulando mais de 40 mil atendimentos, consolidando-se como uma das principais referências da Baixada Fluminense em políticas públicas voltadas às mulheres. Entre os destaques está a “Rota da Mulher”, ação itinerante que já ultrapassou 20 mil atendimentos em bairros da cidade, levando acolhimento, cidadania, orientação e serviços gratuitos diretamente para regiões mais afastadas do centro.
Durante a programação comemorativa realizada neste mês, a população teve acesso gratuito a serviços de bem-estar, como massoterapia, shiatsu, terapia auricular, hidratação facial, design de sobrancelhas e maquiagem, além da palestra “Atitudes Bem Me Quero para Vida e Negócios”, voltada ao fortalecimento pessoal e profissional feminino.
As comemorações também marcaram a inauguração de novos espaços dentro da estrutura da Secretaria da Mulher: o Espaço do Conhecimento Irmã Yeda, o Auditório Dra. Maria Camardella e o Centro de Atividades Cristina Quaresma — equipamentos que homenageiam mulheres que deixaram legado nas áreas social, educacional, jurídica e de proteção feminina.
“Este primeiro ano da Semuni representa um marco para Nova Iguaçu. Alcançar mais de 40 mil atendimentos mostra que estamos no caminho certo, oferecendo acolhimento, oportunidades e proteção às mulheres da nossa cidade. A entrega desses novos espaços reforça nosso compromisso de seguir avançando cada vez mais”, afirmou Dra. Roberta.
E os planos são ainda maiores. Segundo a secretária, a intenção do município é expandir a rede de acolhimento e criar cerca de oito novos CEAMs em regiões distantes do centro de Nova Iguaçu.
“Muitas mulheres dependem de duas ou três conduções para chegar até aqui. Levar esse atendimento para perto delas é facilitar o acesso à proteção”, destacou.
A expansão pode representar um divisor de águas para bairros mais afastados da cidade iguaçuana, onde muitas vítimas acabam desistindo da denúncia justamente pela dificuldade de deslocamento, falta de apoio familiar ou dependência financeira do agressor.
Num cenário em que a violência doméstica ainda cresce silenciosamente dentro de milhares de casas, o CEAM surge como um dos principais avanços recentes na política pública de proteção às mulheres em Nova Iguaçu — não apenas como repartição pública, mas como um espaço real de acolhimento, escuta, proteção e reconstrução de vidas.



